
Eram seis mulheres reunidas para um almoço de reencontro, sentadas ao redor da mesa numa tagarelice atordoante. Falavam todas ao mesmo tempo sobre vários assuntos e, de modo impressionante, todas se entendiam numa naturalidade invejável. Amigas de muitas décadas, afastadas pelas diversas correntes dos rios que desviam seus cursos e se estendem por distantes paragens, conseguiam, naquele momento, resgatar memórias e partilhar suas peculiares realidades num descontraído exercício de risos e lágrimas.
Todas tão diferentes umas das outras e, simultaneamente, tão parecidas, tão similares! O elo que as une é típico do gênero feminino, singular quando se solidifica a amizade na autenticidade e sinceridade que vence o tempo e atravessa fronteiras.