16 setembro 2010
EQUILIBRISTA
Nome algum se apropria tão bem à esperança quanto a palavra equilibrista. Como bem expressou João Bosco na canção: “A esperança equilibrista anda na corda bamba de sombrinha”.
Essas esperas nossas de cada dia vivem tentando manter o prumo penduradas na possibilidade do vir a acontecer.
A esperança de que tudo vai melhorar, de que o emprego tão necessário vai surgir, de que após anos de estudo, vamos nos realizar na profissão, de que a solidão encontre companhia, de que o sossego se desassossegue, esperança de ganhar na loteria, de que a dor passe, de que as pequenas alegrias se conservem em “banho-maria”.
05 setembro 2010
FIO DE LINHA
Afora a beleza, sensibilidade e inteligência, que lhe eram peculiares, possuía um senso de humor fora do comum. A personagem ancestral continua marcando sobremaneira a história de seus descendentes.
Fico sabendo dos fatos em que ela interagiu, através dos relatos de uma das protagonistas, que teve o privilégio de ser filha dessa extraordinária mulher. São histórias contadas em entremeios de conversas, que registro para a posteridade.
Minha avó criou e educou oito filhos. Em certa ocasião, os dois mais velhos aprontaram uma travessura, que transcrita aqui agora, tem o aspecto leve de um acontecimento pueril. Mas, quando correu foi sério.
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