29 janeiro 2011

DOMINGO


Domingo é dia de abrir a janela, sacudir a poeira da alma e deixá-la exposta ao sol ou à chuva, ao vento ou à calmaria, conforme o clima tempo. Após alguns momentos, aconselho recolher a alma restaurada para vesti-la como quem se prepara para uma grande festa.

Domingo é dia para comemorar. Celebrar a reposição de energias porque domingo não é o dia do descanso. É dia de movimento, de muito movimento interno.

23 janeiro 2011

A CULPADA


Sem apelação, a grande vilã na história de alguns é a insegurança. A falta de confiança em si mesmo, que acaba gerando uma desconfortante postura de vítima. Como se um algoz implacável se postasse frente a uma pequena falha, uma vacilação.

No cotidiano se esbarra constantemente em situações de absoluta imperícia ao lidar com a seqüência e a conseqüência de atos e fatos. Perdidos em labirintos, sem a confiança de encontrar uma saída (agradável ou não) muitos reagem com agressividade para encobrir a ausência de autoconfiança.

O processo é lento, longo até por demais, eu diria. Assimilada com o passar do tempo, aprendida através de experiências múltiplas, a autoconfiança assegura um espaço único no contexto de viver.

A firmeza nas posturas, a certeza da coerência, a autenticidade das palavras e gestos são alguns dos sinais da segurança que temos intrinsecamente e que, também, nos foi injetada em doses certas quando nos propusemos a reconhecer nossos próprios valores e méritos.

18 janeiro 2011

MUDANDO O RUMO


Foi proposital, embora lhe custasse muito acreditar nisso. Mesmo que, no primeiro momento, tenha ficado surpreso e chocado com a atitude decidida, ainda acreditava que o tempo não tivesse se perdido, que o sentimento fosse inteiro, que a parceria valesse para todos os momentos.
Descobriu, da pior maneira, que suas escolhas tinham que, primeiro, passar pelo crivo das determinações pré-estabelecidas de outrem. Caso contrário, sofreria punições, ouviria sermões, perderia a espontaneidade.
Quando tentou entender a postura de tirania de que era alvo, isso já não fazia sentido no contexto. O amor tinha se partido em mil pedaços esparramados na frieza do nunca mais.
A ruptura era parte de um plano bem arquitetado, bem calculado, sem direito a opiniões contrárias.