19 março 2011
15 março 2011
DSCURSO IMPLÍCITO
Sabe aquelas coisas que não são ditas, mas que são percebidas? Aquelas palavras que só se expressam através de um gesto, um olhar, um movimento?
Como elas se comunicam conosco, mesmo no silêncio!
Aliás, dizem que o silêncio fala. E eu concordo.
A questão é: - de que maneira interpretar essa linguagem sublinear que ronda o nosso dia a dia no silencioso espaço do outro?
Há nisso um grande risco. O risco da interpretação. Porque do mesmo modo como se interpreta errado alguma frase dita, se corre um risco muito maior de mal entender um gesto mudo.
Gostaria de saber como equilibrar a leitura do que não é dito com a audição do que é falado. Assim, compreenderia os olhares inaudíveis tanto quanto capto as palavras pronunciadas.
05 março 2011
TEMPO CERTO
Pode até parecer que as coisas estão fora de lugar, que os acontecimentos se posicionam em desordem, mas tudo faz parte de um sincronismo perfeito, mas invisível aos sentidos.
Há um tempo de plantar e um tempo de colher, um tempo de sorrir e um tempo de chorar, um tempo de chegar e um outro de partir. Na medida certa e na hora exata, apesar do nosso desconsolo em aceitar a realidade indesejável e dessa impaciência fantasmagórica que nos acompanha enquanto aguardamos o próximo momento. Na verdade, o que assusta é o imprevisível, o inesperado.
O intervalo entre uma coisa e outra é que dificulta a adaptação do nosso relógio interior a esse imenso espaço de espera.
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