24 abril 2011

ESTILO (II)


Depois de três quarteirões, caminhando pela Madison Avenida, entre as ruas 50 e 51, em frente ao Rockefeller Center, chegamos na Catedral de Saint Patrick, que é a igreja mais famosa e uma das mais visitadas em Nova York, graças a sua localização, arquitetura, beleza e charme turístico.


Para nós, a visita tinha um toque mais do que especial. A emoção de entrar no templo, onde em várias passagens de Ano Novo, nosso pai assistiu a missas e rezou por suas filhas, foi visível através das mansas lágrimas. Ajoelhadas, agradecemos a chance daquela proximidade com o Amor que vence tempo e distância.

Falando em tempo, tínhamos que aproveitar cada minuto e nos pusemos rapidamente no rumo da próxima parada: o Central Park.

17 abril 2011

ESTILO (I)

Sobrevoando a cidade, antes da aterrissagem no imenso aeroporto, foi possível ver o colorido da metrópole encantadora às margens do rio Hudson. E eu tive a nítida impressão de ouvir Frank Sinatra cantando ao meu ouvido:- “I wanna be a part of it/ New York, New York”... (Eu quero ser parte disso, Nova York, Nova York)

Afora o trânsito congestionado e a longa distância entre o aeroporto e o hotel na Avenida das Américas, tudo o mais era a agradável descoberta de uma silhueta só vista em filmes. Naqueles momentos, através da janela do táxi, eu me encontrava com um dos meus sonhos. Estava descortinando todos os detalhes dos prédios, das casas, das árvores desfolhadas, do jeito nova-iorquino de dirigir entre buzinas, manobras rápidas e freadas.

No trajeto, o sol estava se pondo no horizonte, dando um tom dourado à paisagem. E, de repente, estávamos em Manhattan com suas luzes se acendendo, enquanto a noite chegava.

10 abril 2011

ACASO

Pergunto, a mim mesma, se existe o acaso. Se, afinal, tudo não passa de um “por acaso” combinado.

Afora qualquer conotação transcendental, reconheço que linhas traçadas por mãos invisíveis, deixam escapar seus planos vez por outra. Colocam-se a nossa frente com a clareza indiscutível de um roteiro previamente escrito para que o interpretemos no cenário da vida.

Nada é colocado em nosso caminho se uma razão implícita (e, às vezes, explícita). Se desejarmos paciência, as dificuldades nos porão à prova; se quisermos sabedoria, o aprendizado exigirá esforços exaustivos; se aspirarmos a paz, nos defrontaremos com desavenças e mal-entendidos. Tarefa árdua a de buscar entender os desígnios que se desenrolam no cotidiano.

03 abril 2011

MEIO TERMO

A madrugada é o meio termo entre o dia e a noite. Intervalo necessário para que se equilibrem a luz e a sombra. Maneira generosa com que a rotação das horas permite a alguns que reponham suas energias. Há os que fazem o inverso, mas não prescindem de um lapso de descanso entre o amanhecer e o anoitecer. Questão de escolha pura e simples.

Porém, “nem tanto ao mar, nem tanto a terra” como diz o ditado. Tudo na medida certa, no ponto exato. A gente acorda e adormece “entre a cruz e a espada” porque viver não é tarefa fácil e exige uma proporcionalidade de atitudes que só se aprende no passo a passo do cotidiano. A cada minuto surgem situações que exigem de cada um a tomada de postura entre o sim e o não, entre o ficar e o partir, entre o calar e o falar.