O calendário marca o ano de 2012. Chegou o novo ano com a expectativa inocente de um recém nascido que abre os olhos para a vida, enche os pulmões de ar e chora. Choro natural de quem passa a respirar por si mesmo e se desacomoda do aconchego do útero materno. “Nascer é uma alegria que dói”, conforme Eduardo Galeano.
Também pudera! O ano de 2012 surge com uma grande responsabilidade nas costas. Precisará ter as respostas corretas para as indagações que seu antecessor deixou pairando desconexas e perdidas num suceder de acontecimentos inquietantes. Pois, que se alimente da energia do dia a dia para alcançar robustez suficiente, paciência extrema e muita disposição. Conto com ele para acrescentar um ano muito especial ao rol dos anos já vividos.
Esperança de renovação. Concretização de planos. Muita saúde. Paz em profusão. Amor em todas as dimensões. E dinheiro, também, porque nunca é demais. E tudo o mais que sempre se deseja a cada mudança de ano. É válido, é inerente, é peculiar. A gente continua repetindo as mesmas esperanças como se esperança nunca acabasse. E penso que não tem fim mesmo. Por isso dizem que ela é a última que morre.
31 dezembro 2011
26 dezembro 2011
E POR FALAR EM PRESENTES
Arrumei a casa como ave, preparando um ninho. Cuidadosa e atenta pensei no aconchego de um berço. Peça por peça arquitetei detalhes para a recepção se tornar um sucesso.
Montei a árvore, coloquei enfeites, guirlandas, luzes e uma estrela dourada no mais alto dela. O presépio (que me acompanha desde que nasci) está postado no lugar de honra e é em frente a ele que rezamos e cantamos quando o relógio marca a meia-noite. Encomendei a ceia e a mesa colorida aguarda as delícias com água na boca.
Montei a árvore, coloquei enfeites, guirlandas, luzes e uma estrela dourada no mais alto dela. O presépio (que me acompanha desde que nasci) está postado no lugar de honra e é em frente a ele que rezamos e cantamos quando o relógio marca a meia-noite. Encomendei a ceia e a mesa colorida aguarda as delícias com água na boca.
04 dezembro 2011
DESACOMODANDO
A tendência natural é deixar que o sossego aparente domine as situações e acomode a nossa vida em repouso constante. A rotineira marcação das horas propicia que os dias se repitam sem maiores variações. De certa forma, o controle parece ser mantido sobre a sequência e consequência da vida. E o resto que se adeque a esse mecanismo de sobrevivência.
E no que se refere ao íntimo o processo é quase idêntico. Melhor proporcionar que as emoções se acomodem em camadas e se mantenham quietas. Preferível que as metas e desejos a alcançar permaneçam no plano do “depois eu faço”, do “pode não dar certo”.
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