
Permiti que o celeiro ficasse vazio. Estranha a sensação de perceber que deixei se esvaziar o acervo das colheitas na expectativa de que, assim, eu colheria novos grãos. Com seria possível, se me descuidei do plantio? De que maneira, se deixei que ervas daninhas se espalhassem de forma desordenada? Abandonei velhos sentimentos para me esquecer deles, na ilusão de que todos sairiam pé por pé, silenciosamente, deixando o espaço vago para a aparição de novas ocupações. Que tolice!
A taça de vinho não precisa ficar vazia para poder ser completada.