23 julho 2008

ACALANTO DO TEMPO



Permite
que eu fique por perto
sem palavras, em silêncio
aconchegada no peito
da ternura descoberta.

O tempo caminhou muito
e está cansado de andar...

Nas linhas que a vida tece
somos caminhos cruzados
nos entremeios do acaso
que rege o inesperado.

O tempo caminhou muito
e está cansado de andar...

Repousa
teu jeito menino
no ombro do meu carinho
Estende
tuas mãos vigorosas
na direção do horizonte
Conquista
a luz que ressurge
na claridade do céu
Viaja
nos braços da noite
na quietude do sono
Deixa
que os sonhos embalem
a alegria desperta
sem pressa, na calmaria
do mútuo bom que acontece
no instante que comporta
a plenitude das horas
no infinito do abraço...

O tempo caminhou muito
e está cansado de andar...

Permite que eu te ame por inteiro
sem palavras, em silêncio
na intensidade do gesto,
acariciando o teu rosto
na imensidão de um celeiro,
que armazena colheitas
de risos e recompensas...
de um tempo que caminhou muito
e está cansado de andar...

2 comentários:

Maria disse...

Viajo neste porto sem palavras, neste vibrar silencioso em que o toque fala.
Repouso no instante e faço dele minha morada.
Fizestes falar meu coração.
Bjs

Bea disse...

Oi

Que bom que voltaste por aqui e com essa doce poesia. Não sou poetisa para responder-te como gostaria, mas sinto a mesma sensibilidade de um coração que ama a vida.
Bea