12 junho 2011

ENERGIAS




Nessa imensa rede social, que se estabeleceu no universo da comunicação via Internet, me inseri também e me deixo envolver pelos fios que tecem o cotidiano. Comecei a participar de um aplicativo onde se constrói a cidade dos nossos sonhos, usando o avanço tecnológico de alguns programas de informática.
Bem, nesse brincar de construir, existem metas a cumprir, lojas a inaugurar, prédios comunitários a exigirem ajuda de vizinhos e muitas outras diligências divertidas. Porém, uma dentre tantas, é a necessidade de ter energias suficientes para desenvolver qualquer atividade. O aplicativo oferece algumas energias de brinde. Mas quando elas acabam é preciso pedir ajuda aos amigos. O mesmo acontece com os outros participantes do grupo. Estabelecida a necessidade de troca, entre o dar e o receber, traço um paralelo com as relações de afeto na realidade de cada um na própria vida.

Acredito que o desnível entre as doações e as aquisições de energia, gera o desgaste nos namoros, nos casamentos, nas uniões. Sempre há o que recebe muito e oferece menos e o que concede mais e colhe o mínimo ou quase nada.
Os casos de amor naufragam por falta de energia, reciprocamente, necessária que, ao ser relegada ao plano do descaso, da omissão, do egocentrismo, transforma a relação afetiva em desafeto compulsório. Não existe tábua de salvação que aguente o peso do vazio que resta.
A gratuidade é qualidade de raros. E faço menção a gratuidade do celeiro intimo que cada ser humano traz em si. Um celeiro abastecido de sonhos, de experiências, de esperanças, de desapontamentos (nesse caso, a energia é adquirida por choques de alta voltagem), de colheitas adubadas com lágrimas e sorrisos.
Afirmo com convicção que é urgente a partilha, a troca, o dar e receber de energias.
Existem energias várias: a energia do toque, a do olhar, a do sorriso, da palavra suave, da adivinhação do outro, da firmeza do ombro, do consolo sempre válido.
A energia do abraço, então, é forte por demais. “Somos anjos com uma asa só. Para voarmos precisamos nos abraçar” (Luciano Bellocchi)
Muitas vezes, ao longo da existência, sonegamos energias com medo de esvaziar nosso estoque. Sonegar energias deveria ser um delito previsto em lei com penalidade máxima.
Pois fiquem sabendo, os que desconhecem esse detalhe, que energia se multiplica ao ser doada e volta com carga total ao remetente.
Corajosos os que semeiam, colhem e distribuem energias no passar das horas na simplicidade de um gesto de carinho. Abastecem a alma do (a) companheiro (a) numa demonstração concreta de afeto que, se bem compreendida, gera mais e mais energia
Celebrar o Dia dos Namorados é, também, fazer um balancete e descobrir como anda o seu banco de energias quando o (a) companheiro (a) precisa do seu apoio, do seu sorriso, da sua paciência, do seu tempo, da sua parceria.
Cuidado com o saldo devedor. Nas questões de amor é urgente ter equilíbrio entre o débito e o crédito.
Se pressentir que vai entrar no “vermelho”, trate de suprir o montante de energias, distribuindo atenção, carinho, sensibilidade na percepção lúcida das necessidades do ser amado.
Enamorar-se novamente é um desafio carregado de excelentes energias. Não hesite! Acenda a chama da energia. O resultado será gratificante, certamente.

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