Acordei cedo e as palavras já estavam andando pelo quarto, perturbando o sossego da manhã nascente. Alguém deve ter deixado a torneira do tempo aberta e elas transbordavam, inundando o meu silêncio.
A algazarra era imensa, derrubavam objetos, abriam e fechavam as janelas, rodopiavam em torno da minha cabeça como borboletas matutinas e teciam uma rede para guardar minhas divagações.
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