“Mania é coisa que a gente tem e nem sabe porque... Mania de só entrar no chuveiro cantando a mesma canção, de só pedir o cinzeiro depois da cinza no chão, de guardar fósforo usado dentro da caixa outra vez, de contar sempre aumentado o que se viu ou que fez...” frases do compositor Flavio Cavalcanti, que eu guardo na memória porque diz muito, a respeito desses pequenos hábitos nossos de cada dia.
Mania de escrever poemas quando a gente se apaixona, por exemplo. São poucos os que escapam. Sentiu pulsar mais forte o coração e lá vem a vontade forte de colocar em palavras o que extravasa do peito. Acesso de romantismo? Duvido. É mania mesmo. É um jeito de tentar entender todas as circunstâncias que rondam o sentimento.
Mania de colecionar fatos e fotos em álbuns de recortes que quase nunca são revisitados. Mania de engavetar o tempo, de dimensionar distâncias, de arquivar lembranças.
Mania de repetir erros, mesmo sabendo que o resultado será idêntico. Daí vem o choro de desapontamento, mas não se consegue evitar dar vazão a essa mania de insistir no desacerto, fazendo tudo igual, da mesma maneira, reincidindo no previsível e óbvio.
Mania de tamborilar com os dedos, enquanto pensa como se pudesse colocar o ritmo e o compasso em harmonia com o desenfreio das idéias que se acotovelam e congestionam o trânsito dos devaneios.
Mania de portas fechadas, de viver enclausurando as emoções como se, aprisioná-las atrás de grades invisíveis, fosse possível.
Mania de janelas abertas, de cara escancarada, de mostrar o lado avesso e o lado direito na mesma intensidade e proporção, sem medo de ser ferido.
Mania de ser pontual como o coelho correndo com um relógio na mão, personagem de um conto de Lewis Carrol, controlado pelo tic-tac dos compromissos inflexíveis.
Mania de usar o controle remoto da televisão, trocando os canais ininterruptamente, sem se deter em algum. Mania de deixar lâmpadas acesas, em recintos vazios, entretendo fantasmas.
Manias, manias e mais manias.
Tem mania em preto e branco e tem mania colorida.
E a mania constante e quase unânime é a de ter esperanças. Mania de tantos em acreditar que tudo vai ficar cada vez melhor porque é o mínimo que se pode almejar. Mania de aguardar o dia de amanhã como promessa de novidades plenas de bonança. “Tudo, tudo vai dar certo!”
Mania de gente, que apesar de humanamente limitada, em contrapartida, persevera na busca da realização do destino de ser e de estar com um sorriso plasmado no rosto e muito calor na alma.
Afinal, cada um com a sua mania!
Mania de escrever poemas quando a gente se apaixona, por exemplo. São poucos os que escapam. Sentiu pulsar mais forte o coração e lá vem a vontade forte de colocar em palavras o que extravasa do peito. Acesso de romantismo? Duvido. É mania mesmo. É um jeito de tentar entender todas as circunstâncias que rondam o sentimento.
Mania de colecionar fatos e fotos em álbuns de recortes que quase nunca são revisitados. Mania de engavetar o tempo, de dimensionar distâncias, de arquivar lembranças.
Mania de repetir erros, mesmo sabendo que o resultado será idêntico. Daí vem o choro de desapontamento, mas não se consegue evitar dar vazão a essa mania de insistir no desacerto, fazendo tudo igual, da mesma maneira, reincidindo no previsível e óbvio.
Mania de tamborilar com os dedos, enquanto pensa como se pudesse colocar o ritmo e o compasso em harmonia com o desenfreio das idéias que se acotovelam e congestionam o trânsito dos devaneios.
Mania de portas fechadas, de viver enclausurando as emoções como se, aprisioná-las atrás de grades invisíveis, fosse possível.
Mania de janelas abertas, de cara escancarada, de mostrar o lado avesso e o lado direito na mesma intensidade e proporção, sem medo de ser ferido.
Mania de ser pontual como o coelho correndo com um relógio na mão, personagem de um conto de Lewis Carrol, controlado pelo tic-tac dos compromissos inflexíveis.
Mania de usar o controle remoto da televisão, trocando os canais ininterruptamente, sem se deter em algum. Mania de deixar lâmpadas acesas, em recintos vazios, entretendo fantasmas.
Manias, manias e mais manias.
Tem mania em preto e branco e tem mania colorida.
E a mania constante e quase unânime é a de ter esperanças. Mania de tantos em acreditar que tudo vai ficar cada vez melhor porque é o mínimo que se pode almejar. Mania de aguardar o dia de amanhã como promessa de novidades plenas de bonança. “Tudo, tudo vai dar certo!”
Mania de gente, que apesar de humanamente limitada, em contrapartida, persevera na busca da realização do destino de ser e de estar com um sorriso plasmado no rosto e muito calor na alma.
Afinal, cada um com a sua mania!
