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26 julho 2010

FERNANDO PESSOA

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."



15 junho 2010

A CANÇÃO DE QUALQUER MÃE

Este texto da Lya Luft saiu na Veja de 12/maio. Vale ler.

A canção de qualquer mãe
Que nossa vida, meus filhos, tecida de encontros e desencontros, como a de todo mundo, tenha por baixo um rio de águas generosas, um entendimento acima das palavras e um afeto além dos gestos – algo que só pode nascer entre nós. Que quando eu me aproxime, meu filho, você não se encolha nem um milímetro com medo de voltar a ser menino, você que já é um homem. Que quando eu a olhe, minha filha, você não se sinta criticada ou avaliada, mas simplesmente adorada, como desde o primeiro instante.
Que, quando se lembrarem de sua infância, não recordem os dias difíceis (vocês nem sabiam), o trabalho cansativo, a saúde não tão boa, o casamento numa pequena ou grande crise, os nervos à flor da pele – aqueles dias em que, até hoje arrependida, dei um tapa que ainda agora dói em mim, ou disse uma palavra injusta. Lembrem-se dos deliciosos momentos em família, das risadas, das histórias na hora de dormir, do bolo que embatumou, mas que vocês, pequenos, comeram dizendo que estava maravilhoso. Que pensando em sua adolescência não recordem minhas distrações, minhas imperfeições e impropriedades, mas as caminhadas pela praia, o sorvete na esquina, a lição de casa na mesa de jantar, a sensação de aconchego, sentados na sala cada um com sua ocupação.

28 maio 2010

COMO EU ESCREVO...Por Du, a Moça do Sonho

Como eu escrevo?
Eu escrevo como quem vomita a alma.
São meus sentimentos transformados em versos ou em palavras soltas, desconexas, que talvez só eu entenda.
Eu rabisco minhas dores, minhas fantasias, meus medos, minhas reflexões.
Eu escrevo como quem dá o primeiro beijo, como quem vai para uma entrevista de emprego, como quem prepara uma receita complicada, como quem planta, como quem colhe.



06 maio 2010

Posso errar?

Por Leila Ferreira

Há pouco tempo fui obrigada a lavar meus cabelos com o xampu " errado". Foi num hotel, onde cheguei pouco antes de fazer uma palestra e, depois de ver que tinha deixado meu xampu em casa, descobri que não havia farmácia nem shopping num raio de 10 quilômetros. A única opção era usar o dois-em-um (xampu com efeito condicionador) do kit do hotel. Opção? Maneira de dizer. Meus cabelos, superoleosos, grudam só de ouvir a palavra "condicionador".
Mas fui em frente. Apliquei o produto cautelosamente, enxaguei, fiz a escova de praxe e... surpresa! Os cabelos ficaram soltos e brilhantes tudo aquilo que meus nove vidros de xampu certo que deixei em casa costumam prometer para nem sempre cumprir. Foi aí que me dei conta do quanto a gente se esforça para fazer a coisa certa, comprar o produto certo, usar a roupa certa, dizer a coisa certa e a pergunta que não quer calar é: certa pra quem? Ou: certa por quê?
O homem certo, por exemplo: existe ficção maior do que essa?

09 dezembro 2009

Outros autores

Como eu escrevo?




Eu escrevo como quem vomita a alma.

São meus sentimentos transformados em versos ou em palavras soltas, desconexas, que talvez só eu entenda.



Eu rabisco minhas dores, minhas fantasias, meus medos, minhas reflexões.

Eu escrevo como quem dá o primeiro beijo, como quem vai para uma entrevista de emprego, como quem prepara uma receita complicada, como quem planta, como quem colhe.



Nem sempre é fácil, já que minha alma é desnorteada e confusa.

Então escrevo, leio, releio, substituo palavras, apago tudo e por vezes até desisto!

Outras vezes as frases fluem tão facilmente, tão naturalmente e fica tão bonito... meio que inexplicável a sensação!



Eu escrevo como quem aceita um desafio.

Com emoção.

A MOÇA DO SONHO